Quarta-feira , 31 de Dezembro DE 2008

REFLEXÕES DE DEZEMBRO

Mais um ano que finda, no calendário humano, mais um período de variadas experiências na trajetória de cada um, convidando-nos a levantar os olhos para o mais além.
Para muitos é hora apropriada para refletir sobre o passado e planejar o futuro imediato, na busca do crescimento espiritual. Para outros é tão-somente a hora da continuação das ilusões dominantes na maioria dos habitantes deste Planeta.
Quantos acontecimentos ocorridos no mundo, neste pequeno período!
Quantos deles afetaram-nos diretamente, influindo sobre nosso círculo de relações ou sobre o meio social em que vivemos!
Quantas palavras ouvimos, lemos e dissemos, quantos pensamentos e ações, justos e injustos, partiram de nós, ou passaram por nossa apreciação.
Impossível realizar um inventário de tudo o que aconteceu no mundo, conosco ou ao redor de nós, nesse lapso de tempo.
Para o espírita, que já tem um rumo certo a seguir, que já aprendeu o que é essencial no seu comportamento, que sabe distinguir entre o primordial e o secundário, não mais se deixando dominar pelas ilusões que levam à perda de tempo e às inutilidades, um ano de vida pode representar um bom avanço ou um desagradável atraso em sua trajetória evolutiva.
Precisamos esquecer as experiências negativas e aproveitar quantas nos mostrem os deveres e obrigações que engrandecem a existência.
Nesse balancete permanente de pensamentos, palavras e ações, precisamos não só reter o ensino sintético do Cristo sobre o Amor soberano, compreendendo toda a lei – amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo – mas aplicá-lo nas experiências de cada dia.
Os espíritas temos consciência de nossa inferioridade e de nossas imperfeições, como habitantes de um mundo atrasado, de provas e expiações.
Por isso mesmo a Doutrina Consoladora não exige de nós a perfeição, mas induznos ao esforço para que nos aperfeiçoemos moral e intelectualmente, tornandonos sempre melhores.
O que não se coaduna com o caráter e a índole da Doutrina é a preocupação do adepto em apenas conhecê-la, enriquecendo-se intelectualmente mas sem esforçar-se por vivenciá-la, acordando para a luz e para o bem, no cultivo dos sentimentos que enobrecem o coração.
Nunca será demasiado repetir que o objetivo final do Espiritismo é a transformação interior, espiritual, do indivíduo. O conhecimento da Doutrina é o passo inicial do processo educativo, ou reeducativo, de cada seguidor.
É uma ilusão julgar-se o adepto quite com seu dever pelo fato de estudar a Doutrina e aprofundar-se no seu conhecimento, sem preocupar-se com as conseqüências morais que daí advêm, a primeira das quais é justamente a vivência dos princípios ensinados por Jesus, em sua Mensagem.
Não há como dizer-se espírita, cristão, ou espírita-cristão se não houver esforço para viver de conformidade com o preceito evangélico do “amai-vos uns aos outros”.
Que dizer-se dos irmãos e companheiros espíritas que não se entendem, que preferem a divisão do Movimento, que acusam, digladiam, polemizam e esquecem totalmente o mandamento essencial do amor ao próximo?
“Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a sua língua, antes enganando o próprio coração, a sua religião é vã”. (Epístola de Tiago, cap. I,v. 26).
Se substituída a palavra religioso pela palavra espírita, a advertência do apóstolo é proveitosa e correta, mesmo para os adeptos que não aceitam o Espiritismo como religião, mas como doutrina moral.
Palavras...
Quantos adeptos da Doutrina Consoladora colocam-se como seus seguidores entusiastas baseados em interpretações verbais, esquecendo-se de que a legítima vinculação com os princípios renovadores não é problema de simples palavras, mas de esforço permanente na prática do amor!
Os aspectos morais da Doutrina Espírita fundem-se totalmente nas diretrizes contidas no Evangelho de Jesus. Os ensinos do Espiritismo, na interpretação da Espiritualidade Superior, sobre a Justiça, o Amor e a Caridade, que sintetizam todas as leis morais, são os mesmos do Mestre Incomparável.
Todos concordamos que não é fácil, para criaturas imperfeitas que somos todos os habitantes deste Orbe, o cumprimento de deveres morais para consigo mesmas, para com seus semelhantes mais próximos, para com toda a Humanidade e para com a Natureza que nos cerca.
A sincera adesão à Doutrina e ao Evangelho induz o aprendiz a aplicar sua vontade na eliminação de arestas e inclinações infelizes do próprio temperamento, a retificar conceitos e eliminar preconceitos arraigados, buscando assim melhor equilíbrio.
No que concerne a todos os seus semelhantes, na vida de relação, o esforço há que concentrar-se na prática do amor, que é a caridade tal como Jesus a conceituava: benevolência para com todos, indulgência para com as ações alheias e perdão das ofensas, sem limitações.
Convenhamos que o caminho indicado pelo Cristo para a redenção humana requer de criaturas imperfeitas muito esforço, persistência, firmeza, convicção e predisposição para repetir as experiências que não produziram os efeitos desejados.
O aprendiz sincero sabe que a Lei Divina é justa, equânime e misericordiosa. O que não se consegue hoje poderá ser realizado amanhã. O proveito está na razão direta do esforço e do sacrifício. A reencarnação é um dos mecanismos da lei. A dor e o sofrimento ajustam-se às vidas sucessivas. A toda ação, no bem ou no mal, corresponde uma reação.
O espírita, sabendo de todas essas regras da lei e de inúmeras outras que a Doutrina lhe proporciona, não é um privilegiado, mas uma criatura responsável pelo conhecimento que já detém.
Compete-lhe, pois, carregar a cruz simbólica dos testemunhos no Bem, renovando-se sempre, sem se deixar enganar pelas ilusões, pelo personalismo sustentado por vaidades, inveja, ciúmes, revoltas e fugas.
A renovação interior de cada um baseia-se no conhecimento das verdades evangélicas, sintetizadas no Amor, e na aplicação da própria vontade na busca dessas verdades.
A convicção, a fé, a esperança, como a perseverança, a humildade e todas as virtudes cristãs auxiliam a renovação.
Aquele que se dispõe a renovar-se intimamente, atendendo ao apelo da própria razão e ao incitamento do “amai-vos uns aos outros”, começa por abandonar, pouco a pouco, as paixões de que se tornou portador.
Aprender sempre, ajudar e servir seus semelhantes substituem seus interesses anteriores. Servir, eis a fórmula infalível de nos ajustar à Lei Divina e de repelir as tentações e os impulsos resultantes do egoísmo e do personalismo exagerado.
Para cada qual, será sempre melhor ajudar e auxiliar hoje, agora, nas circunstâncias que a vida oferece a todos, que necessitar de auxílio amanhã, pela própria incúria.
Nós, espíritas, como grande parte da Humanidade, aceitamos as vidas sucessivas, renascimentos na carne como um dos mecanismos da evolução individual. É a reencarnação lei divina.
Entretanto, por que não renascer continuamente, a cada dia e a cada hora, superando-se a si mesma nas imperfeições de que seja portadora a criatura?
Quem já conhece o caminho, aquele que é indicado pela luz da Doutrina Consoladora, dependendo de seu empenho e vontade firme, pode renovar-se sempre, na corrente do bem, em seus pensamentos e ações. É questão de aplicação e perseverança.
Todos sabemos, por experiência própria, quão difícil é reverter os sentimentos inferiores a respeito daqueles que nos ofendem ou ferem, às vezes injustamente.
Entretanto, contrariando frontalmente tradições milenares que precederam sua presença no Mundo, o Cristo de Deus sentenciou:
“Tendes ouvido que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo”.
“Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos; fazei bem aos que vos odeiam; orai pelos que vos perseguem e caluniam” (Mateus, 5:43-44).
A Doutrina Espírita sanciona integralmente o ensino do Cristo.
Não há outro caminho a seguir para terminar com as aversões, ódios, malquerenças, incompreensões senão o do amor e da compreensão, o do perdão e da indulgência para com aqueles que nos odeiam. A sabedoria do Cristo não só ensinou essa verdade como também a exemplificou.
O tempo flui sempre. Os homens o dividem, contam, convencionam: dias, horas, minutos; anos, séculos, milênios. Pura convenção, mas útil a todos nós.
Um ano que finda e outro que começa é ensejo para a renovação do ser e do fazer.
Para alcançar o grande ideal de nossa renovação, no campo da inteligência e dos sentimentos, não podemos dispensar o esforço de cada dia e de cada hora, num processo contínuo.
A Doutrina Espírita, o Consolador, orienta permanentemente nossa atuação.
Compete-nos conhecê-la suficientemente, pautar nossos pensamentos e ações pelos seus preceitos, perseverar no caminho vigiar sempre.
Haverá pedras e percalços, lutas e dificuldades no decurso da vida? Sem dúvida.
Há um alvo a alcançar. Temos de buscá-lo. Se o Espírito já despertou, com perseverança chegará a ele. .
JUVANIR BORGES DE SOUZA
Reformador
publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 01:26
Terça-feira , 30 de Dezembro DE 2008

NO ALVORECER DE NOVO ANO

Maravilhosa e sublime abre-se a cortina da vida, mais uma vez, no reflorir do tempo, para dar passagem à manifestação promissora de um Novo Ano.
Estejamos atentos para bem aproveitar mais esta oportunidade que a Divina Providência nos enseja ao serviço do crescimento de nossa estatura espiritual.
Cada dia do Novo Ano do calendário humano representará o acréscimo de um capítulo no percurso de nossa trajetória terrena. Que saibamos grafar, em cada uma de suas páginas, poemas de espiritualidade e de ascensão em nossa escalada evolutiva. Que os lapsos e senões da negligência e do menor esforço, do medo e do egoísmo, da ociosidade e do comodismo, do tédio e do desânimo, dos fascínios e seduções das ilusões e fantasias, das degenerescências do sexo e dos desvarios do orgulho não representem borrões em nossas atitudes e ações, em nossos gestos e atos, enfeitando-nos os registos dos quadros do dia-a-dia, a fim de que possamos compulsar, gratificados, as páginas de mais um capítulo autobiográfico do que fomos e fizemos no curso das horas dos dias de nossa passagem por todo um ano.
Construamos obra salutar! Escrevamos com os nossos suores e lágrimas, com as nossas renúncias e gestos fraternos, com os nossos impulsos generosos e testemunhos de solidariedade as linhas, data após data, do diário que conterá os nossos próprios depoimentos, outorgando-nos a faculdade de podermos usufruir de gratificante tranqüilidade de espírito e de inefável paz de consciência.
Estimulando-nos ao trabalho de renovação espiritual, teremos sempre junto a nós, ao longo de nossa caminhada, como cicerones atentos e leais, os Emissários do Senhor, Amigos certos das horas incertas, encorajando-nos a que perseveremos no bom combate. Novo Ano - mais uma etapa a vencer! São novas oportunidades que se aproximam. São novas perspectivas de lutas remissoras que se nos ensejam para consecução de nossa marcha ascensional. Novos desafios, na arena da vida, de terçamos armas pelo nosso renascimento em espírito. Novos esforços pelo Bem.
Novas arremetidas para a Luz.
Novo Ano - ponto de recomeço de redobradas porfias pela aquisição crescente de maiores e melhores coisas que edifiquem para a Eternidade! Outras esperanças surgirão. Outros desejos inflamarão nossos corações. Outras aspirações bafejarão nossas mentes. Outros sonhos e anseios irromperão dos arcanos indevassáveis do nosso ser.
Novo Ano - sucessão de surpresas! Quem de nós sabe, acaso, o que traz ele para as horas porvindouras? Por certo, inúmeras coisas se ocultam sob o seu longo manto de 365 dias e entre elas as que nos dizem respeito diretamente.
Em verdade, ignoramos o que cada Novo Ano nos reserva em acontecimentos, mas não podemos nem devemos desconhecer as condições espirituais em que precisamos estar, de permanente sintonia com o Alto, para viver qualquer de suas horas e resolver, segundo os imperativos cristãos, as nossas próprias atitudes. Indispensável, pois, pensemos apenas o que for bom e, necessariamente, falemos e façamos tão-somente o que se ajustar aos desígnios de Deus.
Saibamos sobretudo estimar o valor do Tempo, sempre atentos às idéias que emitimos, às mentalizações que fazemos, aos pensamentos que vibramos, aos desejos que nutrimos, aos sentimentos que alimentamos e às intenções de que nos deixamos animar. São, por assim dizer, porções de nós mesmos que se desprendem de nossas almas, seguindo quase imperceptivelmente o curso dos segundos para determinação, nos desvãos do Espaço, de formas e paisagens fluídicas, como expressão fidedigna e iniludível de nossas criações mentais.
Daí, a necessidade de rigorosa vigilância a todas as manifestações de nossos impulsos íntimos, reprimindo umas, selecionando outras, depurando-as sempre para não sermos depois presas fáceis e indefesas de suas conseqüências penosas, se desajustadas aos desígnios da Suprema Vontade do Sempiterno.
É, pois, ante essas perspectivas de amanhã, na vida futura - fruto genuíno das coisas e causas a que hoje damos lugar - que precisamos nos resguardar do fermento dos fariseus e dos ressaibos do homem velho, procurando apresentarmos a Deus com um coração renovado em Cristo e como obreiros aprovados em todas as experimentações.
Passos Lírio (Reformador)
publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 00:52
Segunda-feira , 29 de Dezembro DE 2008

O BRASIL E A SUA MISSÃO HISTÓRIA DE "CORAÇÃO DO MUNDO E PÁTRIA DO EVANGELHO"

Mensagem de Bezerra de Menezes
Meus filhos:
Prossegue o Brasil na sua missão histórica de “Pátria do Evangelho” colocada no “Coração do Mundo”.
Nem a tempestade de pessimismo que avassala, nem a vaga de dúvida que açoita os corações da nacionalidade brasileira impedirão que se consume o vaticínio da Espiritualidade quanto ao seu destino espiritual. Apesar dos graves problemas que nos comprometem em relação ao porvir – não obstante o cepticismo que desgoverna as mentes em relação aos dias do amanhã – o Brasil será pulsante coração espiritual da Humanidade, encravado na palavra libertadora de Jesus, que fulge no Evangelho restaurado pelos Benfeitores da Humanidade.
Não se confunda missão histórica do País com a competição lamentável, em relação às megalópoles do mundo, que triunfam sobre as lágrimas das nações vencidas e escravizadas pela política financeira e econômica internacional.
Não se pretenda colocar o Brasil no comando intelectual do Orbe terrestre, através de celebrações privilegiadas que se encarreguem de deflagrar as guerras de aniquilamento da vida física.
Não se tenham em mente a construção de um povo, que se celebrize pelos triunfos do mundo exterior, caracterizando-se como primeiro no concerto das nações.
Consideremos a advertência de Jesus, quando se reporta que “os primeiros serão os últimos e estes serão os primeiros”.
Sem dúvida, o cinturão da miséria sócio-econômica que envolve as grandes cidades brasileiras alarma a consciência nacional. A disputa pela venda de armas, que vem colocando o País na cabeceira da fila dos exportadores da morte, inquieta-nos. Inegável a nossa preocupação ante a onda crescente de violência e de agressividade urbana...
Sem dúvida, os fatores do desrespeito à consciência nacional e a maneira incorreta com que atuam alguns homens nas posições relevantes e representativas do País fazem que o vejamos, momentaneamente, em uma situação de derrocada irreversível.
Tenha-se, porém, em mente que vivemos uma hora de enfermidades graves em toda a Terra, na qual, o vírus da descrença gera as doenças do sofrimento individual e coletivo, chamando o homem a novas reflexões.
A História se repete!...
As grandes nações do passado, que escravizaram o mundo mediterrâneo, não se eximiram à derrocada das suas edificações, ao fracasso dos seus propósitos e programas; assírios e babilônios ficaram reduzidos a pó; egípcios e persas guardam, nos monumentos açoitados pelos ventos ardentes do deserto, as marcas da falência pomposa, das glórias de um dia; a Hélade, de circunferência em torno das suas ilhas, legou, à posteridade, o momento de ilusório poder, porém, milênios de fracassos bélicos e desgraças políticas.
As maravilhas da Humanidade reduziram-se a escombros: o Colosso de Rodes foi derrubado por um terremoto; o Túmulo de Mausolo arrebentou-se, passados os dias de Artemísia; o Santuário de Zeus, em Olímpia, e a estátua colossal foram reduzidos a poeira; os jardins suspensos de Semíramis arrebentaram-se e ficaram cobertos da sedimentação dos evos e das camadas de areia sucessivas da história. Assim, aconteceu com outros tantos monumentos que assinalaram uma época, porém foram fogos-fátuos de um dia ou névoa que a ardência da sucessão dos séculos se encarregou de demitizar e de transformar. Mas, o Herói Silencioso da Cruz, de braços abertos, transformou o instrumento de flagício em asas para a libertação de todas as criaturas, e a luz fulgurou no topo da cruz converteu-se em perene madrugada para a Humanidade de todos os tempos.
O Brasil recebeu das Suas mãos, através de Ismael, a missão de implantar no seu solo virgem de carmas coletivos, com pequenas exceções, a cruz da libertação das consciências de onde o amor alçará o vôo para abraçar as nações cansadas de guerras, os povos trucidados pela violência desencadeada contra os seus irmãos, os corações vencidos nas pelejas e lutas da dominação argentaria, as mentes cansadas de perquirir e de negar, apontando o rumo novo do amor para re restaurem no coração a esperança e a coragem para a luta de redenção.
Permaneçam confiantes, os espíritas do Brasil, na missão espiritual da “Pátria do Cruzeiro”, silenciando a vaga do pessimismo que grassa e não colocando o combustível da descrença, nem das informações malsãs, nas labaredas crepitantes deste fim de século prenunciador de uma madrugada de bênçãos que teremos ensejo de perlustrar.
Jesus, meus filhos, confia em nós e espera que cumpramos com o nosso dever de divulgá-lO, custe-nos o contributo do sofrimento silencioso e das noites indormidas em relação à dificuldade para preservar a pureza dos nossos ideais, ante as licenças morais perturbadoras que nos chegam, sutis e agressivas, conspirando contra nossos propósitos superiores.
Divulgá-lO, vivo e atuante, no espírito da Codificação Espírita, é compromisso impostergável, que cada um de nós deve realizar com perfeita consciência de dever, sem nos deixarmos perturbar pelos hábeis sofistas da negação e pelas arengas pseudo-intelectuais dos aranzéis apresentados pela ociosidade dourada e pela inutilidade aplaudida.
Em Jesus temos “o ser mais perfeito que Deus nos ofereceu para servir-nos de modelo e guia”; o meio para alcançar o Pai, Amorável e Bom; o exemplo de quem, renunciando-se a si mesmo, preferiu o madeiro de humilhação à convivência agradável com a insensatez; de quem, vindo para viver o amor, fê-lo de tal forma que toda a ingratidão de quase vinte séculos não lhe pôde modificar a pulcridade dos sentimentos e a excelsitude da mensagem. Ser espírita é ser cristão, viver religiosamente o Cristo de Deus em toda a intensidade do compromisso, caindo e levantando, desconjuntando os joelhos e retificando os passos, remendando as carnes dilaceradas e prosseguindo fiel em favor de si mesmo e da Era do Espírito Imortal.
Chamados para essa luta que começa no país da consciência e se exterioriza na indimensionalidade geográfica, além das fronteiras do lar, do grupo social, da Pátria, em direção do mundo, lutais para serdes escolhidos. Perseverai para receberdes a eleição de servidores fiéis que perderam tudo, menos a honra de servir; que padeceram, imolados na cruz invisível da renúncia, que vos erguerá aos páramos da plenitude.
Jesus, meus filhos – que prossegue crucificado pela ingratidão de muitos homens – é livre em nossos corações, caminha pelos nossos pés, afaga com nossas mãos, fala em nossas palavras gentis e só vê beleza pelos nossos olhos fulgurantes como estrelas luminíferas no silêncio da noite.
Levai esta bandeira luminosa: “Deus, Cristo e Caridade” insculpida em vossos sentimentos e trabalhai pela Era Melhor, que já se avizinha, divulgando o Espiritismo Libertador onde quer que vos encontreis, sem o fanatismo dissolvente, mas, sem a covardia conivente, que teme desvelar a verdade para não ficar mal colocada no grupo social da ilusão.
Agora, quando se abrem as portas para apresentar a mensagem do Cristo e de Kardec ao mundo, e logo mais, preparai-vos para que ela seja vista em vossa conduta, para que seja sentida em vossas realizações e para que seja experimentada nas Casas que momentaneamente administrais, mas que são dirigidas pelo Senhor de nossas vidas, através de vós, de todos nós.
O Brasil prossegue, meus filhos, com a sua missão histórica de “Coração do Mundo e Pátria do Evangelho”, mesmo que a descrença habitual, o cinismo rotulado de ironia, o sorriso em gargalhada estrídula e zombeteira tentem diminuir, em nome de ideologias materialistas travestidas de espiritualismo e destrutivas em nome da solidariedade.
Que nos abençoe Jesus, o Amigo de ontem – que já era antes de nós -, o Benfeitor de hoje – que permanece conosco -, e o Guia para amanhã – que nos convida a tomar do Seu fardo e receber o Seu jugo, únicos a nos darem a plenitude e a paz.
Muita paz, meus filhos!
São os votos do servidor humílimo e paternal de sempre,
Bezerra

Revista Reformador - Nº 2053 - Abril de 2000

publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 01:21
Sábado , 27 de Dezembro DE 2008

A TRINDADE


DIGRESSÕES SOBRE UM TEMA JUNGUIANO
ESPÍRITO -PERISPí RITO-CORPO.
A MANIFESTAÇÃO TRINA DO SER NO UNIVERSO
O Criador é visto como trino, não apenas no cristianismo, mas também em várias outras tradições espirituais. Se somos a imagem e semelhança de Deus (Gn.1 ,26-27), então nada mais justo do que nos vermos como uma tríade - corpo, alma (perispírito)* e espírito - ao invés de uma visão dualista do homem.
Em outras oportunidades comentamos como o cristianismo veio a se tornar dualista em relação à vida, influenciado pelo maniqueísmo no início da Idade Média. A visão cristã do homem, dividido entre um corpo e uma alma, é o seu melhor exemplo. Até onde nos foi possível rastrear, esse não era o ponto de vista de Jesus nem da Igreja nos primeiros tempos. Paulo de Tarso, citado acima, nos apresenta o modelo de um "tripé existencial", bem mais estável que a divisão corpo/alma que nos dilacera.
Nossa época é ainda refém do racionalismo cartesiano. Só aquilo que é comprovado como realidade física é considerado verdade. Jung chamou-o "estranho pressuposto". Mas trata-se ainda de uma abordagem calcada na visão medieval. Apenas a cisão corpo/ alma foi substituída pelo dualismo mente/matéria, o que tornou a hipótese cartesiana mais operacional do ponto de vista científico. Descartes, pessoalmente, nunca se declarou materialista, mas seu legado serviu de matriz para todo materialismo moderno.
O Iluminismo deixou-nos essa herança: a crença, por um lado, de que o nascimento original de Cristo foi um acontecimento físico e, por outro, a descrença de que tenha ocorrido, por ser considerado fisicamente impossível. Essa divergência é logicamente insolúvel. Por isso, seria melhor que os contendores abandonassem essas discussões estéreis que a nada levam. Segundo Jung, ambas as partes têm lá suas razões e chegariam mais facilmente a um acordo se renunciassem à palavrinha "físico". Tal conceito não é o único critério de verdade, pois há também realidades psíquicas, que não podem ser provadas ou negadas do ponto de vista físico. Todo enunciado religioso seria dessa categoria.
O sentido espiritual evidencia-se por si. Assim, o sentido e o espírito do Cristo estão presentes em nós e podemos percebê-lo sem recorrer a milagres. Não negamos que a sua presença vital seja, às vezes, acompanhada de fenômenos extraordinários; mas esses úlltimos não substituem e muito menos produzem o conhecimento espiritual. A teologia tradicional diria, usando outras palavras, que "a fé é um dom de Deus".

OS CORPOS DO ESPÍRITO
O fato de que os enunciados religiosos se acham muitas vezes em oposição às leis da física é uma clara demonstração da autonomia do espírito, e também de uma certa independência psíquica, em relação às realidades do mundo físico.
Podemos abordar a realidade de vários pontos de vista. O dualismo religioso é apenas um deles. Privado, porém, do "tripé existencial", torna-se frágil e instável. A qualquer tropeço da nossa parte, cai facilmente no dogmatismo ou no seu parente próximo, o fundamentalismo. Existem outras abordagens que falam em sete corpos ou níveis, como no Voga, por exemplo. Já a árvore sefiroidal da Cabala, num dos enfoques que a compara ao ser humano, vai dividi-lo em 10 partes, as sefirotos. E assim por diante, conforme a tradição.
A abordagem tripartite, no entanto, parece ser de todas a mais simples, segura e eficaz. O princípio espiritual aglutina corpo e alma. Impede sua dissociaação arbitrária, pura criação mental, sem qualquer base na realidade, pois a vida é una. No dizer do evangelista, "O vento sopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem nem para onde vai. Assim é todo aquele que nasceu do Espírito." (Jo.3,8). Assim, a existência física é permeada tanto pela psique como pelo espírito. A psique permeia a nossa vida física, mas deixa-se permear pelo espírito. Já o espírito permeia tanto a existência física quanto a psíquica. Em outras palavras, o mais sutil permeia o mais denso que, por sua vez, é permeado por aquele.

IMANÊNCIA E TRANSCENDÊNCIA
Os enunciados religiosos têm suas raízes em processsos inconscientes e transcendentais. Como uma árvore invertida, têm sua parte visível- seu tronco e sua copa - nesse mundo físico, mas seu lado invisível deita raízes no céu, os mundos psíquico e espiritual. O termo "Deus", por exemplo, expressa uma imagem ou conceiito verbal que sofreu muitas mudanças ao longo da história. Podemos conceber um Deus imanente, como um agir em perpétuo fluxo, transbordante de vitalidade e que se transfunde num número interminável de formas; mas também podemos concebê-lo como transcendente, um Ser eternamente imóvel e imutável.
Trabalhamos com imagens e representações que dependem de nossos condicionamentos e fantasias. Sua origem transcendental, no entanto, nos garante que essas imagens e representações não variem de forma caótica e ilimitada, relacionando-as com alguns poucos arquétipos universais. Tais arquétipos, incognoscíveis em si, só podem ser percebidos de maneira difusa e incompleta, de que os enunciados religiosos dão testemunho. É bom que se o diga, a própria consciência e matéria também nada nos dizem a que vieram.
Todos os enunciados religiosos nos chegam por meio da consciência humana, sob influências internas e externas a ela. Todo esse universo de representações é constituído de imagens antropomórficas e, portanto, vulnerável à crítica racional; mas, por outro lado, é preciso não esquecer que se assenta em arquétipos, dotando-o de um certo fundamento emocional que o deixam imune à razão crítica.
Avançando um pouco mais, as afirmações das Sagradas Escrituras podem ser vistas como manifestações da própria alma, ainda que possamos ser acusados aqui de "psicologismo". Os enunciados da consciência podem não passar de enganos, mentiras e outras arbitrariedades, mas não os enunciados da alma. Em primeiro lugar porque ultrapassam os limites de nosso pensar consciente comum e referem-se a realidades que vão além da consciência. Trata-se de fenômenos espontâneos que escapam ao nosso arbítrio. Por isso mesmo, podemos atribuir-lhes certa autonomia. Devemos considerá-los não só objetos em si como também sujeitos dotados de leis próprias. Vale dizer, reconhecer-lhes o caráter espontâneo e a intencionalidade.
Ver tais arquétipos tanto como sujeito quanto como objeto encontra seu paralelo na física quântica, ao não separar o observador do fenômeno observado, consiiderando-os em seu conjunto. Esse duplo ponto de vissta conduz a um duplo resultado: de um lado, um relato "objetivo" sobre o que eu faço com esse arquétipo-objeto; e de outro lado, um relato "subjetivo" do que esse arquétipo-sujeito pode fazer comigo. Abordagens dessa segunda espécie é que podem conduzir a afirmações aparentemente irracionais do tipo "Creio porque é absurdo!" (Tertuliano) e que devem ser entendidas no contexto em que foram ditas.
(alma (perispírito): o autor usa o termo alma neste artigo para designar a totalidade perispiritual do ser, diferente de Kardec, que utilizou o termo para especificar o espírito enquanto encarnado). Carl Gustav Jung
Revista Cristã de Espiritismo
publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 20:18
Sexta-feira , 26 de Dezembro DE 2008

ALMAS PROBLEMA

A pessoa-problema que renteia contigo, no processo evolutivo, não te é desconhecida. . .
O filhinho-dificuldade que te exige doação integral, não se encontra ao teu lado por primeira vez.
O ancião-renitente que te parece um pesadelo contínuo, exaurindo-te as forças, não é encontro fortuito na tua marcha. . .
O familiar de qualquer vinculação que te constitui provação, não é resultado do acaso que te leva a desfrutar da convivência dolorosa.
Todos eles provêm do teu passado espiritual.
Eles caíram, sim, e ainda se ressentem do tombo moral, estando, hoje, a resgatar injunção penosa. Mas, tu também.
Quando alguém cai, sempre há fatores preponderantes e outros predisponentes, que induzem e levam ao abismo.
Normalmente, oculto, o causador do infortúnio permanece desconhecido do mundo. Não, porém, da consciência, nem das Soberanas Leis.
Renascem em circunstâncias e tempos diferentes, todavia, volvem a encontrar-se, seja na consanguinidade, através da parentela corporal, ou mediante a espiritual, na grande família humana, tornando o caminho das reparações e compensações indispensáveis.
Não te rebeles contra o impositivo da dor, seja como se te apresente.
Aqui, é o companheiro que se transforma em áspero adversário; ali, é o filhinho rebelde, ora portador de enfermidade desgastante; acolá, é o familiar vitimado pela arteriosclerose tormentosa; mais adiante, é alguém dominado pela loucura, e que chegam à economia da tua vida depauperando os teus cofres de recursos múltiplos.
Surgem momentos em que desejas que eles partam da Terra, a fim de que repouses. . .
Horas soam em que um sentimento de surda animosidade contra eles te cicia o anelo de ver-te libertado . . .
Ledo engano!
Só há liberdade real, quando se resgata o débito.
Distância física não constitui impedimento psíquico.
Ausência material não expressa impossibilidade de intercâmbio.
O Espírito é a vida, e enquanto o amor não lene as dores e não lima as arestas das dificuldades, o problema prossegue inalterado.
Arrima-te ao amor e sofre com paciência. Suporta a alma-problema que se junge a ti e não depereças nos ideais de amparar e prosseguir. Ama, socorrendo.
Dia nascerá, luminoso, em que, superadas as sombras que impedem a clara visão da vida, compreenderás a grandeza do teu gesto e a felicidade da tua afeição a todos.
O problema toma a dimensão que lhe proporcionas.
Mas o amor, que "cobre a multidão dos pecados" voltado para o bem, resolve todos os problemas e dificuldades, fazendo que vibre, duradoura, a paz por que te afadigas.
Joana de Ângelis
publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 21:37
Quarta-feira , 24 de Dezembro DE 2008

...


É Natal
E em nossos corações, a esperança toma vida.
É tempo de festa.
Tempo de união entre os seres.
Vamos festejar o Menino Deus com alegria.
E desejarmos que o amor do Cristo continue sempre presente entre nós, trazendo a certeza de um amanhã, num mundo cheio de alegrias.

Feliz Natal.
publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 03:18

NA NOITE DE NATAL

-Minha mãe, porque Jesus,
Cheio de amor e grandeza,
Preferiu nascer no mundo
Nos caminhos da pobreza?
...
Porque não veio até nós
Entre flores e alegrias,
Num berço todo enfeitado
De sedas e pedrarias?"
..
-"Acredito, meu filhinho,
Que o Mestre da Caridade
Mostrou, em tudo e por tudo,
A luminosa humildade!...
..
Às vezes, penso também,
Nos trabalhos deste mundo,
Que a Manjedoura revela
Ensino bem mais profundo!".
..
E a pobre mãe de olhos fixos
Na luz do céu que sorria,
Concluiu com sentimento
Em terna melancolia:
..
-"Por certo, Jesus ficou
Nas palhas, sem proteção,
Por não lhe abrirmos na Terra
As portas do coração."
..
João de Deus
publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 03:16
Terça-feira , 23 de Dezembro DE 2008

O MESTRE NASCEU

Ouve-se, ao longe, magnífica canção...
Rompendo a escuridão surge uma estrela...
A brisa leve espalha suave perfume no ar...
O Mestre nasceu!
O mundo precisa de paz...
A humanidade clama por justiça...
O homem se entristece, solitário e sem rumo...
O Mestre nasceu, trazendo notícias de um Deus justo e bom.
A humanidade tem sede de amor...
O mundo reclama fraternidade...
O homem se embrutece nas guerras...
O Mestre nasceu, e disse que é preciso amar o próximo como a si mesmo.
O homem contempla o céu e busca tesouros na Terra.
Quer a felicidade e se entrega às sensações passageiras.
Aspira ser livre e se prende a grilhões.
O Mestre nasceu, e falou dos caminhos que nos levam ao céu, afagou com ternura os deserdados da Terra e envolveu num abraço os sedentos de amor.
O ser humano cansado da luta e exaurido na dor tem sede de paz...
Procura um remanso seguro, mas esquece das lições que o Mestre deixou.
É preciso ter olhos de ver e ouvidos de ouvir...
O Mestre nasceu...
Como um sorriso na face da vida.
Como uma estrela desconhecida...
Como a beleza serena de Deus...
Nasceu o menino.
Como nasce o rio na fonte.
Como o sol por detrás do monte.
Nova esperança no mundo acendeu.
Como as causas que geram a vida.
Como a vida se enche de amor.
Como um plano do Criador.
A semear a sua força divina.
O Mestre nasceu!
Cantou a esperança, em poemas de luz...
Falou da justiça em versos de amor...
Ensinou a fraternidade com a força do exemplo...
Plantou diretrizes em sábias parábolas...
Falou de um Reino que não é daqui...
Enalteceu um Pai Nosso que é feito de amor.
Perdoou seus irmãos que o pregaram na cruz.
E espera até hoje quem o queira seguir...
O Mestre nasceu!
É Natal outra vez...
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base na música “O Mestre nasceu”, de autoria de Marco Lima.
publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 15:36
Segunda-feira , 22 de Dezembro DE 2008

COMEMORAÇÃO ESPÍRITA DO NATAL

Sander Salles Leite
As antigas e primitivas civilizações viviam quase que exclusivamente da caça e da pesca para a sobrevivência. O instinto sobrepujava a razão e a vida em coletividade propiciava certamente grandes reuniões em torno da comida caçada, seja para festejar a vitória do homem sobre o animal, para saciar a fome ou pelo prazer de estarem juntos.
O progresso da humanidade pela utilização da inteligência proveu ao homem sua casa, sua roupa, suas armas, até a invenção das letras e o registro escrito das idéias, mas o senso de coletividade, da vida em sociedade descrito no Livro dos Espíritos(1) sempre existiram e todas as grandes ou pequenas reuniões sempre foram acompanhadas de farta alimentação, não raro para "informar" a condição social do grupo.
Este hábito milenar não mudou. Pequenas e singelas reuniões espíritas também são acompanhadas do tradicional chazinho, bolinho, bolachinha e outros humildes "inhos", reflexo das fortes impressões secularmente marcadas em nosso espírito.
Daí, para entendermos a razão de comemorarmos o Natal com banquetes deslumbrantes, bebidas alcoólicas e demais desatinos não é necessário muito exercício de raciocínio.
O que nos interessa, portanto, após a compreensão desse fato, é desvinculação dele do verdadeiro sentido da data natalina. Já que não podemos fugir da convenção da existência do 25 de dezembro como sendo a comemoração do nascimento de Jesus; não podemos nos esconder no porão da casa para fugir ao consumismo comercial provocado pela euforia da troca de presentes, nós espíritas devemos nos envolver mais profundamente com seu significado maior, lembrando aos amigos e freqüentadores das Casas Espíritas que Jesus, em nenhuma hipótese espera que comemoremos seu aniversário empanturrados de comida ou bêbados, pois Ele veio nos ensinar a viver em paz, a amar os semelhantes e a compreender Deus como Pai bondoso e sempre disposto a nos oferecer oportunidades de aprendizado através da reencarnação como forma de crescer espiritualmente e atingir as altas paragens espirituais, até sermos perfeitos(2).
Lembrar aos espíritas, que a data é propícia para as famílias que realizam reuniões de estudos do Evangelho no Lar, oferecerem neste dia aos demais familiares a oportunidade de comemorar o Natal sem os exageros conhecidos. Participar da vida social normalmente, participando até das conhecidas brincadeiras de amigo secreto, almoço confraternativo na empresa também faz parte do nosso dia-a-dia terreno, porém , tendo sempre em mente a condição espírita: o Natal é uma alusão ao nascimento do Cristo e em nenhuma hipótese os exageros devam fazer parte de nossa vida e o nosso exemplo junto aos não espíritas poderá ser uma útil fonte para reflexões.
(1) O Livro dos Espíritos, A. Kardec - Q. 766 - 76ª Ed. - FEB
(2) O Livro dos Espíritos, A. Kardec - Q. 112/113 - 76ª Ed. - FEB
publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 03:28
Domingo , 21 de Dezembro DE 2008

FESTIVAL DE BÊNÇÃOS

Não desdenhes os valores inapreciáveis do serviço cristão, no teu processo de renovação espiritual.Não desconsideres a contribuição ao sofrimento, na programática do teu crescimento íntimo.
Não subestimes os testemunhos da renúncia e da humildade, no esforço de libertação pessoal.
Não desdenhes as ciladas morais na vilegiatura carnal, durante a aprendizagem espírita.
Não desprezes o contributo do estudo e da meditação, face aos compromissos da tua própria evolução.
Não te escuses ao trabalho, por mais insignificante ou mais expressivo, que te constitui desafio à comodidade, perante a escalada do teu progresso.
Não te infirmes, na condição de aprendiz, colocado como estás no processo de educação espiritual.
Comprometido com a vida, estagias no educandário terrestre, sob disciplinas necessárias ao crescimento e à conquista da paz.
Atado à retaguarda por vínculos infelizes, experimentas as constrições de que dependes, embora anelando por libertação.
Age, enquanto é hoje. Ajuda, além do teu limite. Cresce, pelo desprendimento de ti mesmo e auxilia os que te retêm no dédalo das aflições.
Não marchas a sós, sem companhias com as quais sintonizas em razão do pretérito, tanto quanto dos objetivos que te fascinam a mente e o sentimento.
Eleva o padrão das tuas aspirações e trabalha o solo dos teus desejos, semeando a luz do amor, a fim de que o amor te responda com paz por cada lance de sacrifício e luta.
Vigia as nascentes do sentimento e não te canses de aprender, ensinar e viver a lição do otimismo que ressuma da palavra do Senhor.
Um dia, bendirás todo este esforço e, ao praticá-lo, desde agora, compreenderás que a verdadeira felicidade nasce como uma suave claridade estelar que atinge a plenitude e absorve toda a sombra e tristeza, num festival de bênçãos para o Espírito.
Joanna de Ângelis
publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 16:06

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