Sábado , 21 de Março DE 2009

DESENCARNADOS EM TREVAS


Reunião pública de 18-9-61.
1ª Parte, cap. VII, § 25.

Desencarnados em trevas...
Insulados no remorso...
Detidos em amargas recordações...
Jungidos à trama dos próprios pensamentos atormentados...

Eram donos de palácios soberbos e sentem-se aferrolhados no estreito espaço do túmulo.
Mostravam-se insensíveis, nos galarins do poder, e derramam o pranto horizontal dos caídos.
Amontoavam haveres e agarram-se, agora, aos panos do esquife.
Possuíam rebanhos e pradarias e jazem num fosso de poucos palmos.
Despejavam fardos de dor nos ombros sangrentos dos semelhantes, e suportam, chorando, os mármores do sepulcro, a lhes partirem os ossos.
Estagiavam ciência inútil e tremem perante o desconhecido.
Devoravam prazeres e gemem a sós.
Exibiam títulos destacados e soluçam no chão.
Brilhavam em salões engrinaldados de fantasias e arrastam-se, estremunhados, ante as sombras da cova.
Oprimiam os fracos e não sabem fugir à gula dos vermes.
Eram campeões da beleza física, e procuram, debalde, esconder-se nas próprias cinzas.
Repoltreavam-se em redes de ouro, e estiram-se, atarantados, entre caixas de pó.
Emitiam discursos brilhantes e gaguejam agora.
Deitavam sapiência e estão loucos.

Nada disso, porém, acontece porque algo possuíssem, mas sim porque foram possuídos de paixões desregradas.
Não se perturbam, porque algo tiveram, mas sim porque retiveram isso ou aquilo, sem ajudar a ninguém.
Se podes verificar a tortura dos desencarnados em trevas, aproveita a lição.
Não sofrerás pelo que tens, nem pelo que és.
Todos colheremos o fruto dos próprios atos, no que temos e somos.
Onde estiveres, pois, faze o bem que puderes, sem apego a ti mesmo.
Escuta o companheiro que torna do Além, aflito e desorientado, e aprenderás, em silêncio, que todo egoísmo gera o culto da morte.
Emmanuel
Do livro A Justiça Divina. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

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publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 22:34
Sexta-feira , 20 de Março DE 2009

AS ALMAS TORTURADAS


Quão triste, toda via, é a situação dos que no mundo se apegaram, demasiadamente, às alegrias mentirosas e aos prazeres fictícios. Muitos anos de dor os aguardam, nas regiões espirituais, onde contemplam incessantemente os quadros do seu pretérito, em desoladoras visões retrospectivas, na posse imaginária das coisas que os obsidiam.
Amantes do ouro, ali ouvem, continuamente, o tilintar de suas supostas moedas; ingratos, escutam os que foram enganados pelas suas traições; cenas penosas se verificam e muitas almas piedosas se entregam ao mister de guias e condutores espirituais desses Espíritos enceguecidos na ilusão e nos tormentos. Só ao amor dessas almas carinhosas permite que as esperanças não desfaleçam, cultivando-as incessantemente no coração abatido e desolado dos sofredores, a fim de que renasçam para os resgates necessários.

Fonte: Livro “Emmanuel” – Psicografia: Francisco Cândido Xavier – Espírito: Emmanuel

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publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 23:30
Quinta-feira , 19 de Março DE 2009

O ESPIRITISMO COMO REVELAÇÃO




Falemos sobre os porquês de o Espiritismo ser considerado a "Terceira Revelação Divina".
Em primeiro lugar, tenhamos presente em nossa memória o conteúdo do cap. I do livro "A Gênese": Caráter da Revelação Espírita. Ali fica claro que Kardec emprega a palavra revelação no sentido de "tirar o véu", mostrar uma verdade que era desconhecida. Daí por que Kardec classifica como reveladores os cientistas: Copérnico, Galileu, Newton, Laplace, Lavoisier.
Revelação divina - No item 10 do mesmo capítulo, Kardec escreve: "Só os Espíritos puros recebem a palavra de Deus com a missão de transmiti-la" e "O caráter essencial de toda revelação divina é o da eterna verdade".
No intuito de ser breve, resumamos:
1ª revelação - Moisés (Decálogo): a Lei Divina (O que fazer);
2ª revelação - Jesus (Evangelho): o Amor Divino (Como fazer);
3ª revelação - Espíritos (Espiritismo): a Verdade Divina (Por que fazer).
Estas revelações são cumulativas e veio cada uma a seu tempo, em resposta ao crescimento contínuo da inteligência nas camadas menos involuídas do Homem terreno.
Convém lembrar, por oportuno, que, na condição de o "Consolador Prometido por Jesus", o Espiritismo é uma ampla cosmovisão que engloba, indissociavelmente, aspectos filosóficos e científicos, dos quais defluem consequências ético-morais afinadas com a essência dos ensinos do Cristo-Jesus. Tenhamos presente que a hipertrofia ou a atrofia de qualquer um destes aspectos descaracteriza a Doutrina Espírita.
"A verdade vos libertará" - proclamou o Excelso Mestre Jesus.
Proclamando a excelência da razão para iluminar as crenças humanas, o Espiritismo configura a "ciência admirável" prenunciada pelo Espírito da Verdade a René Descartes (em 1614). Parece-nos razoável que entendamos a doutrina espírita como o corolário do movimento iluminista, libertador do pensamento humano do obscurantismo dogmático e anticristão.
Tal como consta d'O Evangelho segundo o Espiritismo (cap. I), eis que está conosco o Paracleto, relembrando e ampliando a mensagem do Cristo e explicando, numa linguagem atualizada, os mecanismos causais dos fenômenos que produziram as chamadas "escrituras sagradas": os profetas eram médiuns! Os chamados "milagres" são, na verdade, fenômenos naturais, pois nada pode acontecer ao arrepio das Leis estatuídas pela Divindade. Na Doutrina Espírita, Deus se desantropomorfiza; Jesus é o Irmão Maior, o Mestre por excelência; a imortalidade é o selo da Vida, somos espíritos imortais; a perfeição é a nossa meta; a evolução, o caminho; a reencarnação, o meio...
publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 11:15
Quarta-feira , 18 de Março DE 2009

EM HOMENAGEM A EDIÇÃO DEFINITIVA DO LIVRO DOS ESPÍRITOS EM 18 DE MARÇO DE 1860



Na manhã de 18 de abril de 1857, chega uma carruagem na Livraria Dentu na Galerie d'Orleans, no Palais-Royal, em Paris. Trazia 1.200 exemplares da primeira edição de O Livro dos Espíritos. Era o dia do lançamento da obra, composta num perfeito encadeamento de idéias, organizada metodicamente pelo professor Hippolyte Léon Denizard Rivail, que em virtude de seu nome ser muito conhecido e respeitado pela comunidade científica à época da publicação, optou pelo pseudônimo Allan Kardec para que esta fosse conhecida não em virtude do seu nome e, sim, pelo conteúdo.
A primeira edição trazia 501 perguntas e respostas. Em 18 de março de 1860 foi publicada a segunda edição, definitiva, revisada e ampliada, com 1.019 perguntas e respostas, trazendo ensinamentos que conduzem o homem à redescoberta de si mesmo, fornecendo-lhe recursos para que compreenda, sem mistérios, quem é, de onde veio, e para onde vai.
O Livro dos Espíritos contém os princípios fundamentais da Doutrina Espírita em seus três aspectos: científico, filosófico e religioso, tais como transmitidos pelos próprios espíritos, seus autores. Assim, não se considera a obra de um homem, Allan Kardec, mas da espiritualidade, cabendo a Kardec, o Codificador, a incumbência de classificar, selecionar e organizar os itens em uma seqüência lógica, com bom senso e espírito crítico.
publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 12:04

O ESPIRITISMO ILUMINATIVO


O Espiritismo não é apenas o Sol da nova era. É o Cristo de Deus, descendo até nós, para nos alçar aos cumes da montanha da sublimação evangélica.
Toda ascensão é feita de sacrifício e está assinalada pela dificuldade.
Não ignoramos, nós outros, vossos guias espirituais, os vossos sofrimentos e as vossas dificuldades.
Suplicais socorros, muitas vezes, na expectativa de que vos apresentemos soluções mágicas ou retiremos o fardo das aflições de sobre os vossos ombros.
Acompanhamos a vossa jornada de sublimação, assinalada por defecções e angústias, por sorrisos e aspirações do bom e do belo, e envolvemo-vos em dúlcidas vibrações de paz.
Ainda não somos os querubins em que um dia conseguiremos transformar-nos. Somos apenas vossos companheiros de jornada, cireneus que conhecemos o caminho que percorreis.
Atravessamos, oportunamente, a mesma senda. Semeamos calhaus e colhemos pedrouços, e temos as mãos em chaga viva pelo amanho da terra, graças à charrua do dever.
Por isto, filhos d´alma, não podemos realizar as vossas tarefas, mas partilhamos dos vossos esforços, solidários à vossa dor e afáveis às vossas preces ao Amigo de todos nós.
Prossegui, com os joelhos desconjuntados, as carnes dilaceradas, porque tudo isso tem breve duração, a fim de que o Espírito que sois, esplenda de luz no momento em que superardes o casulo carnal e planardes na Pátria da plenitude.
Não desfaleçais na luta!
Ajuntai onde todos ou quase todos pensam em separar. Uni-vos para vos sustentardes uns aos outros.
...E amando, cantai o hino da caridade desfraldado pelo eminente Codificador do Espiritismo.
Vossos guias espirituais velam por vós em nome de Jesus. Vossos Amigos que se responsabilizaram pela vossa tarefa, na condição de fiadores amorosos, assistem-vos.
Não duvideis.
E quando, em um momento ou outro, vos sentirdes dominados pela solidão, fazei silêncio íntimo e os escutareis.
Tereis oportunidade de senti-los, recebereis o alento para prosseguirdes, restabelecereis as forças e a coragem, tendo em mente que além deles, vossos guias, o Amor de Jesus, o Sublime Governador do planeta terrestre em transição, estará convosco até o fim dos tempos.
Ide e amai!
Relevai ofensas e ingratidões, cantando o hino dos mártires da fé e agindo como obreiros da última hora que sois, na Seara da Verdade.
Que o Senhor da Vida a todos nos abençoe!
São os votos do servidor humílimo e paternal de sempre, Bezerra.
Muita paz, meus filhos!
Mensagem psicofônica do Espírito Bezerra de Menezes, através da mediunidade de Divaldo Pereira Franco, no encerramento da VII Conferência Estadual Espírita, no dia 10.4.2005, em Curitiba, Paraná.





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publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 11:22
Segunda-feira , 16 de Março DE 2009

IDOLATRIA

“Não são deuses os que se fazem com as mãos” (Atos, 19:26)
O primeiro mandamento do Decálogo prescreve que não se deve fazes escultura alguma do está na terra, no céu ou no mar, debaixo das águas, e nem lhe prestar culto.
Moisés, quando desceu do Monte Sinai, portando as tábuas da lei, viu o seu povo adorar o bezerro de ouro; ficou enfurecido, quebrou as tábuas e ordenou que fossem mortos todos aqueles que adoravam ídolo.
Não obstante, até mesmo algumas religiões do ramo cristão, que aceitam e adotam dos Dez Mandamentos, persistem na adoração de imagens, mergulhadas que estão, num sistema de franca idolatria.
A história registra que um imperador, chamado Leão III, aboliu a idolatria, no seio da Igreja. Ele e seus seguidores, então, chamados iconoclastas, encontram feroz resistência, tentando-se, após a sua morte, a restauração das estátuas, nos altares. Isaurico, no ano de 726, décimo ano do seu reinado, publicou um decreto contra o culto das imagens, declarando-o inadmissível, segundo as Sagradas Escrituras; não se sabe ao certo, se induzido pelo exemplo dos muçulmanos, ou como conseqüência de abusos supersticiosos, ou por qualquer outra razão. Essa lei foi aplaudida pelos bispos Constantino de Nacólia, na Frigia, Thomaz de Claudiópolis e Theodósio e Éfeso. No ano de 730, foi lavrado novo decreto, contra o uso de imagens, não só proibindo a sua veneração, como, até, mandando destruí-las todas. Esse ato teve a condescendência do chefe da igreja do Oriente, tendo sido aplaudida por muitos bispos, no tempo do imperador Constantino V Caprônio.
O Concílio de Constantinopla, realizado em 754, declarou a veneração das imagens, como “obra do demônio” e grande idolatria. Em todos os lugares, foram as esculturas retiradas das igrejas, as pinturas substituídas por paisagens, e quase todos se curvaram à vontade imperial. A igreja do Ocidente ofereceu resistências, porém, não foi muito bem sucedida. Leão, o armênio, no ano 815, renovou aquele ato, ordenando a destruição das imagens, uma vez que os decretos anteriores haviam sido revogados por alguns dos seus antecessores.
Os que apóiam o uso de imagens, afirmam que se trata, apenas de veneração, e que a adoração, somente, é prestada a Deus.
Não nos consta que os cristãos dos dois primeiros séculos adotassem o costume de adorar ou venerar imagens. Esse hábito foi introduzido após ter o Cristianismo sido oficializado pelo imperador Constantino, no ano 306, pois os pagãos, principalmente os membros da nobreza, não se sentiam bem em humildes casas, desprovidas das imagens dos antigos deuses. A singeleza das casas, onde se reuniam cristãos primitivos, contrastava com a suntuosidade dos templos pagãos, agravada pela ausência das imagens que alegravam as vistas. Procurou-se, então, um meio de agradar os novos conversos do Cristianismo, restaurando-se, nos altares, as figuras petrificadas, agora, com nova roupagem e novo nome.
Muita gente não consegue fazer uma prece a Deus se não estiver frente a uma imagem ou gravura. Para fixar o pensamento e fazer a adoração, precisam contemplar qualquer coisa tangível.
O uso de imagens deixou rastros profundos, até mesmo em muitos daqueles que mudaram de religião. Numa grande Casa Espírita de São Paulo, existe um grande busto de Allan Kardec, moldado em bronze. A casaca do Codificador, já, está bem gasta, em determinado ponto, de tanto os freqüentadores da Casa, ao adentrarem o salão principal da instituição, tocarem-na com os dedos, num gesto de pedir uma benção ou esperar uma graça.
A seu tempo, o apóstolo Paulo de Tarso insurgiu-se contra o uso de imagens, entre os gentios. Para tanto, ele dirigiu-se à cidade de Éfeso, juntamente com outros companheiros, tentando explicar ao povo que “não são deuses os que se fazem com as mãos”, e que não deveriam continuar a prestar homenagem à deusa Diana, através de nichos de prata, geralmente vendidos na cidade.
Entretanto, levantaram-se contra ele os ourives da cidade, inspirado por outro ourives, chamado Demétrio. Formaram, assim, uma espécie de motim, dentro da cidade e, durante duas horas, o povo gritou enfurecido: “Grande é a Diana dos Éfesios”. É desnecessário dizer que prevaleceu o fanatismo, e Paulo e seus companheiros tiveram que deixar, apressadamente, a cidade, dada a fúria fanática da multidão enfurecida.
O Espiritismo não adota o uso de imagens ou quaisquer outros objetos de adoração. Sendo uma doutrina que vem a fim de cumprir a sentença de Jesus: “Conheça a verdade e ela vos fará livres”, ano poderá, de forma alguma, consagrar essas esdrúxulas formas de adoração ou veneração, pois conforme sentenciou o Mestre à mulher samaritana: “Deus é Espírito e, em Espírito, deverá ser adorado pelos verdadeiros adoradores”.
Tribuna Espírita - Setembro/Outubro de 2000
publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 19:09
Sábado , 14 de Março DE 2009

PERANTE A DOR ALHEIA


Quando alguém se corta, se machuca, quando possui uma enfermidade que provoca dores, essa pessoa grita, essa pessoa procura um remédio para diminuir a sua dor, essa pessoa chora. Então, a dor física é uma dor que provoca uma reação, também física, e a busca de um lenitivo. Quem nunca passou por terríveis dores de cabeça e de dente? Quer logo um medicamento para sanar essa dor... Então, é o instinto natural de defesa da pessoa: sentiu dor, procura um medicamento; adoeceu, procura um médico.Mas, as dores espirituais são silenciosas e difíceis, às vezes, de serem compreendidas por aqueles que estão de fora, porque cada um é senhor da sua alma, cada um é dono absoluto dos seus sentimentos e, só ele, sabe explicar e compreender esses sentimentos. Então, para que alguém possa invadir o campo do sentimento de alguém, é preciso de que este alguém esteja disposto a falar, sensível à ajuda e disposto a procurar o medicamento para a sua cura. Quase todas as dores morais, espirituais, estão no comportamento da pessoa ou de outras pessoas, interferindo nos sentimentos das criaturas. É preciso, então, buscar aqueles recursos que, nós sabemos, funcionam no campo da alma: a prece, para ter equilíbrio; a leitura edificante, para a disciplina; muita cautela, para não ter, como coniventes, pessoas que possam agravar as dores espirituais e morais. É necessário saber, então, como vai falar, com quem vai falar e a hora que vai falar. Nós, do plano espiritual, observamos que, na grande maioria, as pessoas são incapazes de compreender a dor da outra, por isso, não conseguem ajudar. As pessoas que conseguem ajudar são aquelas que, realmente, se apagam nas suas limitações, trancam a porta dos deus traumas, das suas neuroses, para entender as neuroses e os traumas dos outros. Mas, na grande maioria, mesmo as pessoas muitos ligadas diretamente, por elos até biológicos e de afetividade – porque, nem sempre, os elos biológicos estão ligados ao campo da afetividade, às vezes estão ligados ao campo provacional- essas pessoas, às vezes, não são capazes de entender porque o outro sofre, a extensão do que o outro sofre. Diante, às vezes, de uma reação de desequilíbrio extremo, mesmo assim, não é capaz de ver que ali tem uma alma gritando de dor, de insegurança, de desespero, de carência.A prece será sempre a busca de um remédio com o médico das almas, que é Jesus. Através da prece nós recebemos ajuda dos amigos que estão altamente ligados a nós, mantemos uma convivência salutar com a luz, nos fortalecemos dentro dos nossos princípios renovadores, encontramos aquilo que buscamos dentro do nosso ser, no âmago mais profundo do nosso coração. A prece será sempre o recurso maior e aquela necessidade de conversar com Deus, usando intermediários diretos e indiretos dele, é muito importante, porque vamos buscar os seres que estão disponíveis, às vezes, esses seres nos cercam com extremo amor. Vocês são cercados de entidades inferiores, de entidades sofredoras, de entidades intrusas e oportunistas, imaginam vocês que não são cercados de entidades bondosas, amigas, preocupadas com o trabalho, felizes por ver que vocês debruçam diante do trabalho redentor, com isso levam consolo e, ao mesmo tempo, crescem? Claro que qualquer gota de trabalho, nesse oceano imenso de necessidade é um sol imenso de luz, nas trevas densas de cada um.Que esse médico das almas possa ajudar a todos vocês.

Bezerra de Menezes
Mensagem recebida por Shyrlene Soares Campos, dia 02/03/2000, no Núcleo Servos Maria de Nazaré
publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 21:14
Sexta-feira , 13 de Março DE 2009

O AMOR DE JESUS



Quantos religiosos - uns, fanáticos, outros porque sofreram verdadeiras "lavagens cerebrais" - vivem a repetir, entusiasmados:-- Jesus me ama!-- Jesus te ama!-- Jesus ama todos nós!Neste caso, numa raríssima exceção de tais métodos tão perniciosos de crença religiosa, eles estão certos! Absolutamente certos! Certíssimos! No entanto, será que todos eles conhecem a verdadeira dimensão desse maior testemundo de amor fraterno que já ocorreu na nossa história?
Vamos conferir?
Jesus
O mais elevado dos Enviados Divinos a este nosso mundo físico, e o único terráqueo que dividiu a nossa história em antes e depois dEle, saiu do Seu infinitamente distante mundo celeste e desceu a este nosso primitivo planeta, pagando o heróico preço de séculos de sacrifícios decorrentes da penosa reconstrução dos corpos indispensáveis à Sua encarnação terrestre.
Este sim, foi o sacrifício de Jesus maior e mais longo de todos!
O segundo maior sofrimento de Jesus
Foi, bravamente, suportar conviver trinta e três anos com as vibrações deste nosso plano físico - tão normais e naturais para nós - que, para Ele, um Ser Excelso, eram insuportavelmente pesadas, grosseiras, agressivas e repugnantes.
O terceiro maior sofrimento de JesusFoi ter que, continuamente, rechaçar as ininterruptas investidas dos espíritos que ainda estagiavam nas trevas e, a todo custo - porém, obviamente, em vão! - tentavam impedir o sucesso da Maior Missão Divina na Terra.
Mas, justamente ao contrário do que podemos imaginar Suas menores dores foram as incompreensões, difamações, calúnias e perseguições que Ele sofreu durante Seus três anos de pregações evangélicas, e até mesmo as Suas injustas e infames condenação e crucificação como reles criminoso.
Por que?Simplesmente porque Ele já sabia que nós éramos assim! Tanto que as Suas últimas palavras, proferidas enquanto agonizava e ainda sofria as terríveis dores da crucificação, foram:-- Pai, perdoai-lhes porque eles não sabem o que fazem!Então, precisamos saberÀ custa do maior preço pessoal que um enviado divino já pagou para cumprir sua missão na Terra, o que Jesus, há 2.000 anos, veio fazer aqui?
Pessoalmente, Ele veio nos trazer o Evangelho, o mais avançado, simples e claro roteiro tanto para as nossas evolução global e redenção cármica quanto, principalmente, para nossa salvação de milhares de anos de atraso espiritual.Por que "nossa salvação"?
E que tipo de "salvação"
Há 2.000 anos Jesus já sabia que - conforme previamente programado por nossos mentores siderais - a atual transição para o terceiro milênio, justamente por ser o final do nosso primeiro ciclo evolutivo, seria um marco decisivo para toda a humanidade terrena.
Por que seria esse marco tão decisivo para nós?Porque ocorreria o tão mal compreendido "Juízo Final", ou seja, a avaliação individual do nível ético e moral (e não o religioso) de cada terráqueo, quando caberia apenas aos aprovados - ou aos "direitistas" de Jesus, conforme o Novo Testamento da Bíblia - o direito de continuar vivendo na (nova) Terra, e aqui mesmo iniciar o segundo ciclo evolutivo.
E quanto aos reprovados? Justamente neste particular residia a grande preocupação de Jesus! Por este motivo, Sua Missão foi, principalmente, ensinar-nos a salvação dessa reprovação porque Ele sabia que os reprovados seriam deportados para planeta muito primitivo - tipo "na idade das pedras" - onde repetiriam o primeiro ciclo evolutivo, assim sofrendo milhares de anos de atraso evolutivo!Além distoDesde Sua morte terrena, Jesus continua presidindo, no mundo espiritual da Terra, a Sua Missão Divina Maior de Todas, repetindo, em prol tanto da alavancagem do nosso progresso global e da nossa redenção cármica quanto, principalmente, da nossa salvação de tão grande atraso evolutivo!
Mas ainda precisamos entender uma coisa
Tudo bem!
A missão espiritual de Jesus foi (e é) a maior de todas! Mas...-- Por que, há vinte séculos, Ele aceitou imolar-se tanto e durante tanto tempo em benefício de bilhões de pessoas que Ele nem sequer conhecia?
-- Por que, depois de tudo aquilo que nós Lhe fizemos, Jesus continua sendo o nosso Divino Pastor e o Governador Espiritual da Terra?
Resposta
-- Por amor!
-- Por amor incondicional, absoluto e irrestrito a todas as criaturas divinas!-- Pelo amor maior que a Terra já conheceu!
-- Por um amor tão grande, tão grande, mas tão grande que temos dificuldade de medir, entender e até acreditar!
Sim!
É verdade!
-- Jesus me ama!
-- Jesus te ama!
-- Jesus ama todos nós!Por mais dificuldades que tenhamos para compreender - e até para crer - Jesus ama cada um e todos nós, indistintamente, com o Seu Amor que foi e é o maior dentre todos que já encarnaram na Terra!Portanto
Aquela entusiasmada afirmação do tão grande, amplo e irrestrito amor de Jesus por todos nós, em vez de ser mais um condenável chavão fanático-religioso, é a mais pura verdade histórica!Conclusão
Que seres privilegiados nós somos...
publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 15:14
Quarta-feira , 11 de Março DE 2009

HIPÓCRATES CONDENA ABORTO E EUTANÁSIA


Médico que faz abortou ou aceita a eutanásia não honra o Juramento de Hipócrates. Às vezes, ele nem sabe disso porque, entre nós, esse código de ética passou por uma “cirurgia” antes de comparecer aos lábios trêmulos e ao coração emocionado dos idealistas formandos de medicina.
A humanidade sabe pouco de Hipócrates, que viveu na Grécia, 460 anos antes de Cristo, e era tido como descendente de Esculápio, o deus da medicina. Seu compromisso de honra, gravado todos os anos em todos os convites de formatura do mundo inteiro, é considerado a lei moral maior da arte e da ciência de curar. Sua íntegra, muito pouco conhecida, contém a proibição tácita do aborto delituoso e da eutanásia. Confira-a, por favor, o gentil leitor:
“Juro por Apolo, médico, por Asclépios, Hiligéia e Panacéia e tomo por testemunha todos os deuses e todas as deusas fazer cumprir conforme o meu poder e a minha razão o juramento cujo texto é este:
- Estimarei, como a meus próprios pais, aquele que me ensinou esta arte e com ela farei vida em comum, e se tiver alguma necessidade, partilhará dos meus bens, cuidarei de seus filhos, como meus próprios irmãos, ensinar-lhes-ei esta arte, se tiverem necessidade de aprende-la, sem salário, nem promessa escrita. Farei participar dos preceitos das lições e de todo o restante do ensinamento os meus filhos, os filhos do mestre que me instruiu, os discípulos, de acordo com as regras da profissão, mas apenas esses.
Aplicarei os regimes, para o bem dos doentes, segundo o meu saber e a minha razão, nunca para prejudicar ou fazer mal a quem quer que seja. A ninguém darei, para agradar, remédio mortal (eutanásia), nem conselho que o induza à destruição. Também não darei a nenhuma mulher um remédio abortivo (aborto). Conservarei puras a minha vida e a minha arte. Não praticarei a talha, ainda que em calculoso manifesto, mas deixarei esta operação para os práticos.
Na casa onde eu for, entrarei para o bem do doente, abstendo-me de qualquer mal voluntário, de toda sedução e sobretudo dos prazeres do amor com mulheres ou com homens, sejam livres, sejam escravos. O que no exercício ou fora do exercício e no comércio da vida eu ver ou ouvir, que seja necessário não revelar, conservarei como segredo. Se eu cumprir este juramento com fidelidade, goze eu a minha vida com boa reputação entre os homens e para sempre. Se dele me afastar ou infringir, suceda-me o contrário”.
Assim, está no original, completo, que pode ser encontrado nas boas enciclopédias. No Brasil, contudo, dele se fez uma síntese, falha e omissa, ausente a condenação à eutanásia e ao aborto, com o nome enganoso de Juramento de Hipócrates, comum nos convites de formatura.

Fonte: SEI- SERVIÇO ESPÍRITA DE INFORMAÇÕES - BOLETIM SEMANAL Nº 1727- 5/5/2001

publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 18:34
Terça-feira , 10 de Março DE 2009

NO TEMPLO DA MORTE



O templo da morte tem portas incontáveis,
Como incontáveis são as almas humanas,
E infinitos seus estados de consciência.

Pela porta escura do remorso,
Um dia penetrou os seus umbrais
Uma alma que regressava da Terra.
Lá dentro,
Em nome do Senhor de todos os latifúndios do Universo,
Pontificava o Anjo da Justiça.

“Anjo Bom! – disse-lhe a alma súplice –
Eu tenho a minhalma coberta de feridas cancerosas!
Cura-me as chagas purulentas do remorso...
Tenho os meus olhos vendados
g uma treva incomensurável na consciência!
Apaga os meus atrozes padeceres!...”

“Filha – respondeu compassivo –,
Para sanar tão estranhas feridas,
Tão amargos pesares,
Só há um recurso:
Volta à Terra!
Lá existe o Regato das Lágrimas,
Banha-te nas suas águas cristalinas;
Elas serão o teu bálsamo consolador
E curarão a tua cegueira...
Estás na escuridão absoluta
Pela ausência da luz, do bem na tua alma!
Mas o Anjo da Dor irá contigo;
Ele há de te guiar através das sirtes do mar
encapelado dos sofrimentos,
B te conduzirá ao lugar bendito onde existem as lágrimas salvadoras!...”
E a pobre regressou...
Conduzida pela Dor,
Banhou-se na água lustral dos tormentos,
Submergiu-se no regato encantado,
de cuja fonte límpida promana a Salvação.


E depois de haver percorrido
Tão tortuosos caminhos,
Inçados de perigos
E de dores amargas,
Reconheceu o luminoso Anjo da Dor...
E nos seus braços magnânimos e compassivos,
Penetrou no templo misterioso da morte
Pela porta maravilhosa da Redenção.
MARTA
Do livro Parnaso de Além-Túmulo.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.


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publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 18:29

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