Terça-feira , 16 de Março DE 2010

POR QUE OS HEBREUS GUARDAM O SÁBADO

 

Por que os hebreus guardam o sábado? É uma comemoração do livramento da servidão no Egito, ou um memorial do descanso de Yavé? Ou há outra razão?

MEMORIAL DO DESCANSO DIVINO?

“Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho; mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas.
Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o santificou.” (Êxodo, 20: 8-11).

OU MEMORIAL DO LIVRAMENTO DA SERVIDÃO EGÍPCIA?

“Guarda o dia do sábado, para o santificar, como te ordenou o senhor teu Deus; seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho; mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem animal algum teu, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas; para que o teu servo e a tua serva descansem assim como tu.
Lembra-te de que foste servo na terra do Egito, e que o Senhor teu Deus te tirou dali com mão forte e braço estendido; pelo que o Senhor teu Deus te ordenou que guardasses o dia do sábado.” (Deuteronômio, 5: 12-15).

Qual seria a verdade? O mesmo livro do Êxodo, que apresenta o sábado como memorial da criação, trás no relato da peregrinação pelo dos hebreus deserto, a instituição da guarda do sábado durante a retirada(Êxodo, 16: 17:25). Assim, teríamos que excluir a afirmação contida no mandamento do primeiro relato.

RAZÃO DA CONTRADIÇÃO:

Como foram várias pessoas que escreveram a estória patriarcal, e não havia unanimidade entre elas, uma escreveu o mandamento em Êxodo, 20: 8-11, e outra escreveu o mesmo mandamento em Deuteronômio, 5: 12-15.

O que se deduz da análise bíblica é que todas as duas afirmações são lendas, uma vez que, segundo análises históricas e arqueológicas, o êxodo é uma lenda, e o povo de Israel nunca viveu no Egito.


publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 21:27

EM TORNO DA VIDA FUTURA

 

 

"O meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também." - (João, 5:17)

"Ninguém jamais viu a face do Pai, senão o Filho". - (João, 6:46)

"Ninguém jamais viu a Deus". - (João, 1:18)

"Ninguém conhece o Pai senão o Filho, e ninguém conhece o Filho senão o Pai e aquele a quem o Filho quiser revelar". - (Lucas, 10:22)

Algumas teologias apregoam que a entrada no Reino dos Céus depende tão-somente de a pessoa ter fé em Deus, frequentar os bancos das Igrejas e obedecer aos preceitos por ela ensinados.

Algumas dessas religiões concebem mesmo que Deus tem os seus escolhidos, os seus eleitos, e estes merecerão a graça de terem acesso ao Paraíso sem maiores esforços.

Muitos cristãos vivem na convicção de que o Reino dos Céus é um lugar de repouso eterno, que as almas que ali são admitidas passarão a levar uma vida de contemplação beatífica, por toda a Eternidade, convivendo com os anjos e com os santos, sob o olhar paternal de Deus e de Jesus Cristo.

Acreditam, assim, que o Reino dos Céus é uma estância de descanso e de inação. Por isso, aqui, na Terra, quando o corpo de alguém é sepultado, costuma-se colocar na lápide tumular: "Descansa em paz".

Entretanto, Jesus Cristo deixou bem claro no Evangelho que o Pai Celestial trabalha, incessantemente, e o Filho também, que a face de Deus jamais foi vista por alguém (João, 1:18), salvo, naturalmente, pelos Espíritos da mais elevada hierarquia espiritual, tais como Jesus e outros luminares do Universo.

Nada está estático no mundo espiritual. Ali tudo é vibração e sente-se a verdadeira vida num franco processo de trabalho. Deus, Senhor do Céu e da Terra, trabalha, incessantemente, na grandiosa obra de dirigir o Universo Infinito; para isso, conta com colaboradores dedicados e profundos conhecedores de suas leis e de sua vontade soberana.

Seria enfadonho viver toda a Eternidade num estado de estagnação, sem fazer nada. Se, na Terra, muito pouca gente se deleita com a ociosidade, e aqui os homens ficam, apenas, algumas dezenas de anos, que se dirá em relação a toda a Eternidade, considerando-se que os Espíritos mais puros e esclarecidos se ufanam de poderem cooperar na obra de Deus, que abrange todo o Universo Infinito.

A situação se torna ainda mais grave se analisarmos o dogma da vida única do Espírito na carne, como apregoam algumas religiões. Com a lei das reencarnações a coisa muda de figura, porque, pelo menos, os Espíritos desfrutam de numerosas vidas, quando, então, podem aprimorar suas qualidades e se reajustarem perante a Justiça do Criador, resgatando os seus deslizes e aprendendo a amar ao próximo como a si mesmos.

Assim como Deus e Jesus trabalham sem cessar, os Espíritos também, qualquer que seja o seu grau evolutivo, têm diante de si um vasto campo de trabalho, cooperando na portentosa obra de aprimoramento das Humanidades que habitam as muitas moradas da Casa do Pai, ou seja, a multidão de mundos que giram no espaço infinito.

Para melhor elucidação vamos apelar para "O Livro dos Espíritos", (Capítulo X, Livro Segundo), de Allan Kardec, o qual encerra os seguintes ensinamentos:

"Os Espíritos concorrem para a harmonia do Universo, executando a vontade de Deus, cujos ministros eles são.

A vida espírita é uma ocupação constante, mas nada tem de penosa, como é a vida na Terra, porque não há fadiga corporal, nem as angústias das necessidades".

"Todos os Espíritos, mesmo os inferiores e os imperfeitos, têm deveres a cumprir."

"A ociosidade eterna seria um eterno suplício".

"Os Espíritos encarnados têm ocupações inerentes às suas existências corpóreas. No estado de erraticidade ou desmaterialização, tais ocupações são adequadas ao grau de adiantamento deles.

Os Espíritos mais adiantados se ocupam com o progresso, dirigindo os acontecimentos e sugerindo idéias que lhes sejam próprias.

Assistem os homens de gênio que concorrem para o adiantamento da Humanidade. Outros se encarnam com uma missão de progresso.

Outros tomam sob a sua tutela os indivíduos, as famílias, as reuniões, as cidades e os povos dos quais se constituem os gênios protetores e os Espíritos familiares.

Outro presidem os fenômenos da Natureza, dos quais se fazem os agentes diretos."

Paulo A. Godoy

publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 05:47

A VIDA NO OUTRO MUNDO

 

 

Quando escrevi "O Espírito do Cristianismo" julguei seria a última obra que teria de dar à publicidade, e me alegrei por haver desinteressadamente levado aquela insignificante contribuição para o erguimento do Verdadeiro Templo Espiritual, que o Espiritismo veio construir para abrigar a Humanidade.

Na verdade, não me passava pela mente a idéia de um novo trabalho; satisfazia-me com a publicação de artigos filosóficos e doutrinários, com os quais procurava manter acesa a lâmpada da Fé nos corações daqueles que me têm dedicado a sua amizade e simpatia.

Um dia, porém, lembrei-me de que há muito tempo havia eu escrito uma conferência, cujos ensinos eram inéditos naquela época e vinham trazer nova luz sobre a vida além da morte.

A doutrina expendida nessa conferência fora ilustrada com alguns mapas, que formavam um esquema de confronto entre os mundos do nosso Sistema Planetário e outros, representativos das estrelas, majestosos sóis centros de outros tantos sistemas, que representam as "muitas moradas da Casa de Deus", lembradas por Jesus segundo refere o Evangelista João. Assim também os desenhos faziam lembrar os asteróides, os cometas, os mundos que sulcam os Universos quais frotas flutuantes, levando em seu dorso Humanidades que caminham para a Perfeição - o Bem e o Belo - para a glorificação do Supremo Criador.

Passados alguns anos, verifiquei que a doutrina expendida nessa conferência não era ficção, nem mera fantasia de uma exaltação pela Imortalidade, que porventura me afagasse o coração, visto que outros tantos escritores e médiuns nos haviam transmitido as mesmas verdades, embora em países diversos e distantes do nosso, bem assim em outros idiomas.

Esse fato me incitou a escrever novo trabalho, que, com justa razão, deveria intitular-se "A Vida no Outro Mundo".

Pus mãos à obra e eis que consegui, com o valoroso auxílio dos meus protetores e dos caros Espiritos que dirigem nosso Movimento, entregá-lo à publicidade.

Como nas demais obras, não me incomodei com a forma; unicamente fiz questão de que as expressões que traduzem os conhecimentos, que me foram dado receber, exprimissem exatamente as idéias que desejo ver propagadas e conhecidas de toda gente.

Esforcei-me o mais possivel para usar de uma linguagem popular, acessivel a todas as inteligências, porque sei que esta obra terá mais divulgação entre os humildes e desprovidos da literatura que adorna os que tiveram tempo e dinheiro para se ilustrar na arte de falar bonito.

O meu fim é levar a consolação aos aflitos, a fé aos descrentes, a verdade aos que por ela anseiam e trabalham.

Se este trabalho concorrer para estancar lágrimas de amor pela separação de entes caros, e para a iluminação de cérebros que se consideravam vazios de espiritualidade, eu me darei por satisfeito com o meu trabalho.

Cairbar Schutel

publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 02:31

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