Quinta-feira , 05 de Fevereiro DE 2009

AOS ENFRAQUECIDOS NA LUTA

Akmas enfraquecidas, que tendes, muitas vezes, sentido sobre a fronte o sopro frio da adversidade, que tendes vertido muito pranto nas jornadas difíceis, em estradas de sofrimento, buscai na fé os vossos imperecíveis tesouros.
Bem sei a intensidade de vossa angústia e sei da vossa resistência ao desespero.
Ânimo e coragem!
No fim de todas as dores, abre-se uma aurora de ventura imortal; dos amargores experimentados, das lições recebidas, dos ensinamentos conquistados à custa de insano esforço e de penoso labor, tece a alma a sua auréola de imortalidade luminosa; eis que os túmulos se quebram e da paz, além das cinzas e das sombras dos jazigos, emergem as vozes comovedoras dos supostos mortos.
Escutai-as!... Elas vos dizem da felicidade do dever cumprido, dos tormentos da consciência culpada, das obrigações que nos fazem necessárias.
Orai, trabalhai e esperai.
Palmilhai todos os caminhos da prova com destemor e serenidade.
As lágrimas que dilaceram, as mágoas que pungem, as desilusões que fustigam o coração, constituem elementos atenuantes das nossas imperfeições no Tribunal Augusto, onde pontifica o mais justo, magnânimo e íntegro dos juizes.
Sofrei e confiai que o silêncio da morte é o ingresso em outra vida, onde todas as ações estão contadas e gravadas com as menores expressões nos nossos pensamentos.
Amai muito, embora com amargos sacrifícios, porque o amor é a única moeda que assegura a paz e a felicidade no Universo.
Emmanuel
Livro: Visão Nova - Francisco Cândido Xavier - Autores Diversos
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publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 14:14
Terça-feira , 13 de Janeiro DE 2009

À FRENTE DA MORTE

Não olvides que, além da morte, continua vivendo e lutando o Espírito amado que partiu...
Tuas lágrimas são gotas de fel em sua taça de esperança.
Tuas aflições são espinhos a se lhe implantarem no coração.
Tua mágoa destrutiva é como neve de angústia a congelar-lhe os sonhos.
Tua tristeza inerte é sombra a escurecer-lhe a nova senda.
Por mais que a separação te lacere a alma sensível, levanta-te e segue para a frente, honrando-lhe a confiança, como a fiel execução das tarefas que o mundo te reservou.
Não vale a deserção do sofrimento, porque a fuga é sempre a dilatação do labirinto em que nos arroja a invigilância, compelindo-nos a despender longo tempo na recuperação do rumo certo.
Recorda que a lei de renovação atinge a todos e ajuda quem te antecedeu na grande viagem, como o valor de tua renúncia e com a fortaleza de tua fé; sem esmorecer no trabalho – nosso invariável caminho para o triunfo.
Converte a dor em lição e a saudade em consolo, porque, de outros domínios vibratórios, as afeições inesquecíveis te acompanham os passos, regozijando-se com as tuas vitórias solitárias, portas a dentro de teu mundo interior.
Todas as provas objetivam o aperfeiçoamento do aprendiz e, por enquanto, não passamos de meros aprendizes na Terra, amealhando conhecimento e virtude, em gradativa e laboriosa ascensão para a vida eterna.
Deus, a Suprema Sabedoria e a Suprema Bondade, não criaria a inteligência e o amor, a beleza e a vida, para arremessá-los às trevas.
Repara em torno dos próprios passos.
A cada noite no mundo segue-se o esplendor do alvorecer.
O Inverno áspero é sucedido pela Primavera estuante de renascimento e floração.
A lagarta, que hoje se arrasta no solo, amanhã librará em pleno espaço com asas multicolores de borboleta.
Nada parece.
Tudo se transforma na direção do Infinito Bem.
Compreendendo, assim, a Verdade, entesourando-lhe as bênçãos, aprendamos a encontrar na morte o grande portal da vida e estaremos incorporando, em nosso próprio espírito, a luz inextinguível da gloriosa imortalidade.
________
F. de La Rochefoucauld em “Maximes”:
On n’est jamais si hereux ni si malheureux qu’on s’imagine.
Nunca se é tão feliz ou tão desgraçado quanto as aparências possam fazer supor.


(Francisco Cândido Xavier, por Emmanuel. Do livro Escrínio de Luz)
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publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 16:42
Sábado , 10 de Janeiro DE 2009

ESPIRITISMO E NÓS

“Se me amardes, guardareis os meus mandamentos”.
JESUS - JOÃO, 14: 15.

“Espiritismo vem realizar, na época prevista, as promessas do Cristo.
Entretanto, não o pode fazer sim destruir os abusos. ” - Cap. 23, 17.

Todas as religiões garantem retiros e internatos, organizações e hierarquias para a formação de orientadores condicionados, que lhes exponham as instruções, segundo o controle que lhes parece conveniente.
A Doutrina Espírita, revivendo o Cristianismo puro, é a religião do esclarecimento livre.
Mas se nós, os espíritas encarnados e desencarnados, situamos nossas pequeninas pessoas, acima dos grandes princípios que a expressam, estaremos muito distantes dela, confundid3s nos delírios do personalismo deprimente, em nome da liberdade.
Todas as religiões amontoam riquezas terrestres, através de templos suntuosos, declarando que assim procedem para render homenagem condigna à Divina Bondade.
A Doutrina Espírita, revivendo o Cristianismo puro, é a religião do desprendimento.
Entretanto, se nós, os espíritas encarnados e desencarnados, encarcerarmos a própria mente nas hipnoses de adoração a pessoas ou na ilusão de posses materiais passageiras, tombaremos em amargos processos de obsessão mútua, descendo à condição de vampiros intelectualizados uns dos outros,gravitando em torno de interesses sombrios e perdendo a visão dos Planos Superiores.
Todas as religiões cultivam rigoroso sentido de seita, mantendo a segregação dos profitentes.
A Doutrina Espírita, revivendo o Cristianismo puro, é a religião da solidariedade.
Contudo, se nós, os espíritas encarnados e desencarnados abraçarmos aventuras e distorções, em torno do ensino espírita, , ainda mesmo quando inocentes e piedosas,.
na conta de fraternidade, levantaremos novas Inquisições do fanatismo e da violência contra nós mesmos.
Todas as religiões sustentam claustros ou discriminações, a pretexto de se resguardarem contra o vício.
A Doutrina Espírita, revi vendo o Cristianismo puro, é a religião do pensamento reto.
Todavia, se nós, os espíritas encarnados e desencarnados, convocados a servir no mundo desertarmos do concurso aos semelhantes, a título de suposta humildade ou por temor de preconceitos, acabaremos inúteis, nos círculos fechados da virtude de superfície.
Todas as religiões, de um modo ou de outro alimentam representantes e ministérios remunerados.
A Doutrina Espírita, revivendo o Cristianismo puro, é a religião da assistência gratuita.
No entanto, se nós, os espíritas encarnados e desencarnados, fugirmos de agir, viver e aprender à custa do esforço próprio, incentivando tarefeiros pagos e cooperações financiadas, cairemos, sem perceber, nas sombras do profissionalismo religioso.
Todas as religiões são credoras de profundo respeito e de imensa gratidão pelos serviços que prestam à Humanidade.
Nós, porém, os espíritas encarnados e desencarnados, não podemos esquecer que somos chamados a reviver o Cristianismo puro, a fim de que as leis do Bem Eterno funcionem na responsabilidade de cada consciência.
Exortou-nos o Cristo: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.¨
” E prometeu: “Conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres.¨
” Proclamou Kardec: “Fora da caridade não há salvação.¨
” E esclareceu: “Fé verdadeira é aquela que pode encarar a razão face à face.¨
” Isso quer dizer que sem amor não haverá luz no caminho e que sem caridade não existirá tranqüilidade para ninguém, mas estes mesmos enunciados significam igualmente que sem justiça e sem lógica, os nossos melhores sentimentos podem transfigurar- se em meros caprichos do coração.¨¨
Emmanuel
Extraído do livro " O Livro da Esperança" - Psicografado por FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
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publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 17:29
Quinta-feira , 01 de Janeiro DE 2009

MAIS TEMPO

“... Misericórdia quero e não holocaustos...”
Jesus – Mateus,12:7

Mais tempo concedido – paciência de Deus.
TREZENTOS e sessenta e cinco dias do ano podem ser comparados a trezentas e sessenta e cinco áreas de plantio. E esse patrimônio doado pelo Criador, em quotas iguais e de igual modo, para todas as criaturas, é constituído de oito mil e setecentos e sessenta horas, equivalendo a outras tantas oportunidades para sementeiras do bem, indústrias do progresso, construções de luz e investimentos de amor.
Mais tempo concedido – crédito refeito.
E com crédito refeito, na Contadoria da Vida, ser-nos-á sempre possível:
aumentar o trabalho;
granjear talentos novos;
retificar erros havidos;
realizar projetos edificantes;
ativar estudos;
extinguir discórdias;
intensificar prestações de serviço;
ampliar o círculo de afeições.
Tempo é empréstimo valioso, em que o Senhor dispensa avais e juros, conquanto o benefício seja tributado por critérios e correções, conforme o uso que fizermos dele.
Vê, assim, o que atiras no chão das horas, porque, como ocorre na gleba comum, de tudo o que dermos ao tempo receberemos colheita certa.
Em suma, recordemos que o dia renascente é uma dádiva que Deus faz para nós. Justo observar o que estamos fazendo de semelhante dádiva para Deus.
Emmanuel
Emmanuel - Francisco Cândido Xavier - Livro Inspiração
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publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 21:50
Sexta-feira , 12 de Dezembro DE 2008

A MANJEDOURA


As comemorações do Natal conduzem-nos o entendimento à eterna lição de humildade de Jesus, no momento preciso em que a sua mensagem de amor felicitou o coração das criaturas, fazendo-nos sentir, ainda, o sabor de atualidade dos seus divinos ensinamentos.
A Manjedoura foi o Caminho.
A exemplificação era a Verdade.
O Calvário constituía a Vida.
Sem o Caminho, o homem terrestre não atingirá os tesouros da Verdade e da Vida.
É por isso que, emaranhados no cipoal da ambição menos digna, os povos modernos, perdendo o roteiro da simplicidade cristã, desgarra-se da estrada que os conduziria à evolução definitiva, com o Evangelho do Senhor. Sem ele, que constitui o transunto de todas as ciências espirituais, perderam-se as criaturas humanas, nos desfiladeiros escabrosos da impiedade.
Debalde, invoca-se o prestígio das religiões numerosas, que se afastaram da Religião Única, que é a Verdade ou a Exemplificação com o Cristo.
Com as doutrinas da Índia, mesmo no seio de suas filosofias mais avançadas, vemos os párias miseráveis morrendo de fome, à porta suntuosa dos pagodes de ouro das castas privilegiadas.
Com o budismo e com o sintoísmo, temos o Japão e a China mergulhados num oceano de metralha e de sangue.
Com o Alcorão e com o judaísmo, temos as nefandas disputas da Palestina.
Com o catolicismo, que mais de perto deveria representar o pensamento evangélico, na civilização ocidental, vemos basílicas suntuosas e frias, onde já se extinguiram quase todas as luzes da fé. Aí dentro, com os requintes da ciência sem consciência e do raciocínio sem coração, assistimos as guerras absurdas da conquista pela força, identificamos o veneno das doutrinas extremistas e perversoras, verificamos a onda pesada de sangue fratricida, nas revoluções injustificáveis, e anotamos a revivescência das perseguições inquisitórias da Idade Média, com as mais sombrias perspectivas de destruição.
Um sopro de morte atira ao mundo atual supremo cartel de desafio.
Não obstante o progresso material sente a alma humana que sinistros vaticínios lhe pesam sobre a fronte. É que a tempestade de amargura na dolorosa transição do momento significa que o homem se mantém muito distante da Verdade e da Vida.
As lembranças do Natal, porém, na sua simplicidade, indicam à Terra o caminho da Manjedoura... Sem ele, os povos do mundo não alcançarão as fontes regeneradoras da fraternidade e da paz. Sem ele, tudo serão perturbação e sofrimento nas almas, presas no turbilhão das trevas angustiosas, porque essa estrada providencial para os corações humanos é ainda o Caminho esquecido da Humildade.

Emmanuel
LIVRO ANTOLOGIA MEDIÚNICA DO NATAL -

Psicografia: Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos
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publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 00:20

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